quinta-feira, 26 de abril de 2012


  Eu não pedi para nascer e nasci, às vezes peço para morrer e ninguém me mata. Não gosto... Parece que o mundo liga o bem e o mal, e sente-se confuso nas decisões que toma, ou então naquelas que tomam por si...
  Dizem que a chuva nos limpa e nos conforta nos momentos de aflição, mas eu não acredito nem apelo mais a essa crença. Era um dia muito chuvoso, aquela chuva que se ouve e não se cala, aquela que molhou e doeu, aquela que muda o estado dos dias, aquela que esconde o sol e proporciona a escuridão, aquela que tentou acalmar-me e o meu coração não deixou. A chuva já foi minha amiga, mas desistiu de o ser, tal como tantas outras coisas que fui adquirindo como minhas, com o tempo. Tenho tantas saudades dos teus cheiros e das tuas mãos...as tuas mãos têm a temperatura certa, são tão boas! Aquecem-me quando tenho frio e arrefecem-me quando tenho calor, são as tuas mãos, aquelas que eu gostaria de estar a beijar e a agarrar, as tais que gostaria que andassem sempre comigo. Sabes? Quando me deito sinto falta do teu beijo, gostava tanto de poder sentir rapidamente os teus beijinhos, e desse sorriso cheio de palavras que só eu consigo decifrar. A vida é um conjunto de outras vidas e desafios enigmáticos, mas este desafio, ultrapassou todas as minhas capacidades penosas e todo o meu jeito de perdoar... pôs-me à prova e conseguiu derrubar-me como se de vento se tratasse. Conseguiu conhecer o meu sofrimento máximo, conseguiu pô-lo no pódio, como se precisasse dele para viver. Mas não é verdade. Há duas coisas, somente duas coisas que eu preciso para viver: tu e tu.
  O meu coração é teu, e tudo o que eu faço ou penso (ainda que não pareça) é em prol do teu bem-estar. Já não suporto mais a tua ausência, parece que foi há um mês e só passaram nove dias.  A verdade é que os dias tornam-se meses, e os meses tornam-se anos, imaginas os minutos? Não queiras. Não passo um único momento sem pensar em ti, o meu coração só te aceita a ti, o meu coração só gosta de ti e só pertence a ti. És tão grande que não cabe mais cá ninguém! Não quero mudar isso, só quero que assim continue porque tu és o ser mais inédito que já vi, és doutro mundo, e eu valorizo mais um cabelo teu que a minha vida... Eu não tenho vivido, tenho tentanto sobreviver. Só vivo contigo, preciso da tua voz para trazer a minha de volta, preciso da tua consciência para chamar a minha... Tantos são os dias que me sinto a afogar num mar de pensamentos ingénuos e obscenos, tantas são as noites que te peço para voltares para casa e tu não voltas. Eu sou forte... mas sou contigo, com as tuas mãos nas minhas, com os teus corações no meu. Tu tens muitos corações, o principal sou eu, e mais ninguém. Aquele que te faz levantar quando vais a cair não é?
  És lindo e tens uns olhos que reflectem o que sentes, e eu entendo-os da forma que mais ninguém entende. Gostava de, um dia, ser como tu. És a única pessoa que é única. Não há ninguém semelhante a ti, nenhum rascunho sequer... Eu e tu conseguimos ultrapassar tudo, mesmo aquilo feito pelas más intenções, nós destruímos. Não há ninguém como tu, não me canso de repetir. As lágrimas têm sido mal educadas, correm pela minha cara sem permissão e até insconcientemente. Correm para verem quem chega primeiro e depois não páram...eu tento mas depois são elas que mandam em mim, fico sem qualquer poder sobre o meu corpo e as minhas funções.
  Sei que estaremos juntos até ao fim. És o único e o grande amor da minha vida! A mana ama-te muito, e quando o sol voltar a nascer, amar-te-à ainda mais.

                                                                                                                                         12 Março 2012

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