quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Trabalhar em grupo será para sempre uma mais valia para um bom resultado final, isto, quando sabemos trabalhar em grupo. Quando sabemos conciliar os nossos pensamentos com o do outro, quando sabemos defender os nossos ideais não prejudicando ou de alguma forma nao menoscabar os ideais dos outros fazendo com que se perca o interesse.
Neste cuble de teatro - como em tudo na vida - sucederam-se situações que influenciaram o nosso bem-estar, como decorreram momentos em que existia um clima confortável e onde nos era dada a oportunidade de demonstrar as nossas necessidades de uma forma que pouca gente o faz: chorar e rir. Tal acontecia pelo facto de termos pessoas extraordinárias ao nosso lado, e prontas a dar-nos o que elas próprias careciam na altura. Éramos uns para os outros. Não só como actores e actrizes mas também como seres humanos. Fizemos com que algumas pessoas salientassem o que de melhor têm, e, até então, era desconhecido, fizemos com que o orgulho - embora às vezes preciso - fosse posto de lado, fizemos com que todos admitissem que precisavamos de cada um para nos aguentar, porque cada um tem características, e todas elas, todas ela são precisas para que funcionemos bem. E este conceito nao foi interiorizado por um acto forçoso, mas por as nossas capacidades reclamarem ajuda. Houve momentos em que o termo "desistir" foi o resultado de pequenas revoltas e medos, nessas alturas achavamos que essa, seria a saída mais simples, e vulgar. Mas no meio de tanta invulgaridade, seria justo agir como débeis? Não, e como não o éramos, (e não o somos), optámos pela saída mais enriquecedora, que, de longe, nos engrandeceu, engradeceu perante tudo, e perante aquilo que é mais importante: a nossa vida. Não considero este grupo, um simples grupo de teatro de vanguarda, mas sim, grupo de seres que, para mim, envolveram-nos na fraternidade mais completa. Do fundo do meu coração, obrigada!
"Os amigos são a família que nos permitiram escolher".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

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ADEUS FÉRIAS, OLÁ ESCOLA! (...)

o que é a vida?

"vida s. f.
1. O período de tempo que decorre desde o nascimento até à morte dos seres;
2. Modo de viver;
3. Comportamento;
4. Alimentação e necessidade da vida;
5. Ocupação, profissão, carreira;
6. Princípio de existência, de força, de entusiasmo, de actividade! (diz-se das pessoas e das coisas);
7. Fundamento, essência; causa, origem;
8. Biografia."

Saber ao certo o que é, eu não sei, vou sabendo... por arestas mal limadas sinto o quão podemos ser importantes perante a vida, e por descuidos ou actos inconscientes não o somos. É complicado viver e saber conciliar o viver, com o bem-estar. Bem estar a todos os níveis: sociais, intelectuais, e psíquicos. Eu não pedi para nascer, contudo, agora que vivo não peço para morrer. O tempo que viverei é, sem outra opção, indeterminado. E tal como indeterminado supostamente, deveria ser valioso. O tempo é valioso, esse é, todavia, eu tenho 15 anos e uma das frases feitas que infelizmente me sai da boca constantemente e por vezes, sem pensar é "não tenho tempo". Fazendo uma retrospectiva não profunda, acho no mínimo arrepiante tais situações a que nos submetemos por ideais hesitantes ou indeterminados, revelando assim, a falta de maturidade, e de tempo. O tempo é tudo. É o que nos leva a viver, a sonhar, a chorar, a rir, a andar, a sorrir, é o que nos leva a viver. Ora, se não tivesse tempo, eu não viveria, não teria tempo de respirar nem de gritar pelas minhas necessidades que são um intermédio de sobrevivência, nem poderia ouvir dizer palavras que me confortam. Quando estou sozinha, procuro tempo para ouvir uma das palavras mais conhecidas e célebres, e que o significado foge a dicionários e regras, mas, sendo ela sincera. "Amo-te". Não sou apologista do modo como essa palavra, que deveria ser dita de uma forma tão rara, é jogada dia para dia, nem tão pouco apologista do quanto está na moda dizê-lo. Amar é um trabalho sério, e amor...essa é uma história complicada. Não é uma história de revista nem de jornal, não daquelas com que toda a gente sabe lidar e vivê-la, contá-la e recontá-la a alguém antes de adormecer. É, pois, uma historia, que quem sabe dela, deve contá-la minuciosamente e não de um modo a revelar que foi mais uma de tantas as histórias...
Unindo delicadamente as pestanas, e envolvendo-me no silêncio, balanço para a frente e para trás, para a frente e para trás e idealizo tudo. Percorro novamente os caminhos por onde já passei, mergulho novamente no brilho do olhar de quem me beijou a ultima vez, rio e sorrio por aquilo que já sorri e ri. Falo para mim, e não encontro as respostas, é quando as perguntas ficam suspensas e mais tarde, por ocorrências diversas, as descubro e alcanço as suas consequências. E as consequências nem sempre chegam para nos agradar, pelo contrário, esse termo é normalmente utilizado para descrever consequências que não foram lucrativas. Não sendo uma consequência, viver é realmente lucrativo, para quem sabe viver de um modo minimamente decente.
Em certos dias penso que já não faço parte disto, e quando essa ideia preenche o meu pensamento, é-me transmitida uma força para continuar a fazer com que faça parte disto, disto e daquilo, seja da forma mais correcta ou não, nunca poderão de dizer que não me esforcei para que o mundo que parece perdido, ande para a frente sem tropeçar. Apostrofando-me relativamente à sorte, eu não creio que a vida seja tão má como a julgam. Pode ser moldada, e muita gente não tem esse dom, e porquê? Tal facto exige paciência, e força de vontade juntamente com decisões e não efeitos de desordens... O mais fácil provavelmente seria entregar-me aos sonhos, e numa fraternidade completa, sonhar como quem vive, mas eu, eu quero poder no meu último fôlego recitar que vivi e soube viver, não de uma maneira, mas de outra. Em certos dias, basta-nos a fé, fé essa que perde o carisma quando a realidade é exposta sem maquilhagem e apreensão, fé essa que se esgota quando as nossas mínguas excedem o termo médio, fé essa que, supostamente, tem luz, e luz essa que na hora de a sentir é reduzida a quase nada, fé essa que vai dizendo adeus a quem mais necessita, e lança um olhar bastante saciado a quem não precisa dela...
Em dias o meu corpo queima a minha alma, alma essa que em fragmentos de luz, é crestada. Talvez não devamos ser felizes. Quem sabe?